A infertilidade feminina são dívidas em 4 grupos:
1. Causas
ovarianas e ovulares
2. Causas
tubárias e do canal endocervical
3. Causas
ligadas à Fertilização (União do espermatozoide e do óvulo)
4. Causas
ligadas à implantação do embrião (passagem do embrião da tuba para a cavidade
uterina e penetração no endométrio).
Causas Ovarianas
e Ovulares
Uma das doenças que cursa com falta de
ovulação é a chamada síndrome dos ovários policísticos (ou
síndrome da anovulação crônica) em que a paciente tem sangramento
uterino irregular, em geral a cada 2 ou 3 meses, e o exame ultrassonográfico
mostra a presença de inúmeros folículos ovarianos (bolsas de líquido que podem
conter, cada uma, um óvulo) situados frequentemente na periferia dos ovário. Como essas pacientes podem ter aumento de hormônios
masculinos (andrógenos), algumas vezes apresentam aumento de pelos e, mais
raramente, queda de cabelos. Podem, ainda, apresentar obesidade e dificuldade
do corpo em assimilar os hidratos de carbono (presentes em doces e alimentos
farináceos: bolos, tortas, etc.), por insuficiência da ação da insulina.
Na insuficiência
ovariana prematura (ou menopausa precoce), os ovários deixam de maturar os
óvulos, de modo que cessa a ovulação. Em geral, as pacientes têm ausência de
ciclo menstrual e sintomas semelhantes aos da menopausa (em especial, os
fogachos ou ondas de calor). As causas da doença são múltiplas: radiação,
quimioterapia, síndromes genéticas, infecções ovarianas, doenças autoimunes e
outras.
A secreção, em excesso, de prolactina (hiperprolactinemia) altera os mecanismos
de controle dos ovários e induz à falhas várias no ciclo menstrual, que podem
culminar com a falta de ciclo menstrual e de ovulação. Da mesma forma, doenças
que afetam a tireóide (especialmente o
hipotireoidismo) possibilitam a produção de alterações semelhantes. Outra causa muito importante na redução de óvulos é a idade da mulher. Com o envelhecimento, a mulher progressivamente produz
óvulos em menor quantidade e de baixa qualidade. Esse processo basicamente se
inicia aos 37 anos.
Causas tubárias e do canal endocervical
A obstrução tubária impede a captação e
o transporte do óvulo, de forma que não há possibilidade de sua fertilização
pelo espermatozoide. Eventualmente, as tubas se dilatam muito, o que é visível
em exame especializado. São duas as principais causas dessa doença: a
endometriose e as infecções pélvicas.
Na endometriose, fragmentos do
endométrio penetram nas tubas (menstruação retrógrada) e produzem inflamação,
que acaba por alterar a função da tuba, que é o transporte de gametas. Algumas
vezes, a endometriose se estende aos ovários também, prejudicando a formação
dos folículos. Há pacientes que têm uma forma mais grave de endometriose, que
se inicia quando começam a menstruar: em geral, são pacientes mais jovens e,
nesse caso, o risco para a fertilidade é maior devido ao potencial mais
agressivo da doença.
Um
sintoma muito típico dessa doença é a dor durante as relações sexuais e as
cólicas menstruais muito fortes.
As infecções
pélvicas, que,
em muitos casos são assintomáticas, são causadas por microorganismos que podem
migrar da vagina para o útero e tubas. Como a endometriose, produz inflamação
cuja cura promove cicatrização que acaba por alterar o funcionamento das tubas
Quanto maior a frequência de infecções ginecológicas, maior a chance de ocorrer
comprometimento das tubas.
O muco cervical, secretado pela
cérvice (colo do útero), deve ser penetrado pelo espermatozoide, em seu caminho
para fertilizar o óvulo. Sua secreção depende de hormônios produzidos pelos
folículos ovarianos (estradiol); logo, alterações da ovulação podem,
indiretamente, dificultar a produção do muco. Outras condições que alteram a
secreção desse muco e contribuem para a infertilidade: são as
cauterizações do colo do útero e as cirurgias para câncer do colo.
Causas ligadas à Fertilização
A fertilização depende do vigor do espermatozoide e do óvulo. Em
primeiro lugar, o espermatozoide deve perfurar a camada externa do óvulo e
penetrar no interior dessa célula. Nessa ocasião, por meio de um processo que
envolve os cromossomos dos dois gametas, forma-se o ovo ou zigoto que inicia
uma divisão celular e formará, futuramente, o embrião. Se houver defeitos nos
cromossomos ou nas outras estruturas que regulam a fusão dos dois gametas, não
haverá fertilização. Quanto maior a idade do paciente (especialmente da mulher)
maior a dificuldade para a fertilização. Da mesma forma, a exposição a fatores
de risco (raios X, radiações, medicamentos tóxicos) podem dificultar ou
impedi-la.
Causas ligadas à implantação do embrião
A implantação é a penetração do embrião
na camada que reveste a cavidade uterina, chamada endométrio. Esse revestimento
é preparado para receber o embrião formado após a ovulação e fertilização. Os
hormônios femininos (estrógeno e progesterona) são responsáveis pela preparação
do endométrio, durante o ciclo menstrual. Portanto, falhas hormonais podem
produzir um endométrio inadequado para a implantação. As condições que
reduzem a probabilidade de implantação são:
- O desenvolvimento inadequado do
endométrio: mesmo com os hormônios normais, ele pode reagir exageradamente e
produzir uma condição não favorável para a gravidez: a hiperplasia. Algumas vezes, essa hiperplasia é
localizada, formando um pólipo. Quando o endométrio não cresce ou cresce muito
pouco, falamos em hipoplasia, também negativa para a
implantação;
- As infecções endometriais (endometrites), causadas por doenças sexualmente
transmissíveis ou pela manipulação da cavidade endometrial (em curetagens, por
exemplo).
- As sinéquias uterinas:
são como cicatrizes dentro da cavidade uterina, provenientes de infecções ou
curetagens. Além de dificultarem a implantação, são causa de abortamento;
- As malformações uterinas:
embora algumas alterações desse tipo não impeçam completamente a gravidez,
podem dificultar sua obtenção e causar abortamento (como o útero bi ou
unicorno);
- Os miomas: embora sejam
mais ligados a processos de abortamento, acredita-se que, se grandes e
localizados imediatamente abaixo da cavidade, invadindo-a, podem prejudicar
também a implantação do embrião.
Bom, acho que com isso a gente consegue ter uma ideia do que acontece quando a gente não consegue engravidar, infelizmente é um trabalho difícil, mas não impossível, basta a gente acreditar e ir até o fim!!!!!
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